terça-feira, setembro 14, 2004

A viagem

Alo a todos!!!

Bom, finalmente consegui um login pros computadores aqui de Caltech e um tempinho pra escrever... O pior eh que, depois de alguns dias, jah tenho tanta coisa que eu queria contar que nao vai dar pra colocar tudo de uma vez soh - tenham paciencia e visitem a pagina regularmente, porque eu vou tentar pelo menos esses dias dividir todas as novidades em alguns capitulos diferentes.

(Desculpem antes de mais nada a falta de acentos - esse pessoal dos EUA nao coloca no teclado mesmo com o monte de estrangeiro aqui; enquanto eu nao tiver meu proprio laptop, acho que vai ter que ser assim.)

Pra comecar entao, vou falar da minha viagem. Acho que o momento mais dificil foi aquele em que eu tive que entrar atras daquele biombo preto e deixar de ver todo mundo, de uma hora pra outra. Bateu um vazio enorme, uma baita sensacao de solidao. Eh muito bom sentir que isso tah passando um pouco, pelo menos num primeiro momento. Por enquanto, eh tudo novidade, varias coisas acontecendo, e mal dah tempo pra sentir isso tudo.

Durante o voo, nada de anormal, com a excecao do meu cadeado arrebentado pelo governo americano. Eles fazem inspecao em algumas malas, e a minha foi escolhida - o que quer dizer que abri a mala com um pedido de desculpas (com um aviso de que eu nao seria reembolsado, claro) e um cadeado partido ao meio. Esta guardado na minha gaveta como recordacao.

Chegando aqui, me desencontrei com o aluno que deveria me esperar no aeroporto (ainda nao sei como) mas liguei pra universidade e logo encontrei com ele em outro lugar. Um transporte com direito a motorista pro campus, com pessoas muito simpaticas me esperando. Teve direito ateh a carona da seguranca pro apartamento, pra ajudar a carregar as malas de todos os alunos estrangeiros novos. Tudo muito legal.

O quarto eh bem confortavel, com um armario espacoso, uma boa cama, uma mesa de trabalho... Tudo no primeiro andar, o que tira um pouco a privacidade. Mas enfim, nao podemos querer tudo. Depois foi soh deitar na cama e tentar me acostumar com a ideia de dormir ali durante um bom tempo...

Por enquanto eh soh o que dah pra escrever. No proximo capitulo, Brincando de Casinha!

Um comentário:

Anônimo disse...

Lembro-me bem de você sendo tragado pelo biombo preto, seu cérebro sendo irrevogavelmente drenado pelas veias capitalisto-universitárias dos EUA...
Não cheguei a conhecer esse primeiro quarto, mas a casa (agora já antiga) me parece bem mais legal (principalmente porque lá tinha a Karín).
Acompanhei e vi que, de fato, você nunca se desesperou de saudades. Ainda bem, porque isso deve ser muito ruim...
Novamente, destaque para o Bruno Moraes, numa época em que ele ainda se lembrava dos amigos de além-mar!