sexta-feira, agosto 26, 2005

Só gostando da coisa...

Tá aqui uma tradução direta de um artigo encontrado na CNN.com sobre empregos com baixa relação salário/investimento:

"A maioria de nós trabalha duro para viver. E se tivermos sorte, somos bem recompensados pelo esforço.

Mas há alguns empregos que uma pessoa deve buscar somente se de fato ama o que faz, pois o investimento para se conseguir o emprego e as horas de trabalho não necessariamente refletem o que se ganha.

Não que todas as carreiras nessa categoria necessariamente paguem mal, ao menos em comparação com o padrão nacional [norte-americano].

Mas elas podem requerer um grande investimento de tempo e dinheiro em educação, oferecer condições de trabalho que somente a paixão poderia explicar e talvez se leve tanto tempo para colher os frutos que em alguns casos se abre mão da época mais produtiva e da idade tradicional de paternidade somente para se atingir um nível salarial alcançado por universitários recém-formados uma década antes.

Aqui estão três desses empregos:

[Para os interessados, o artigo aqui menciona a Arquitetura e a Culinária].

Pesquisadores Acadêmicos:



Uma carreira com uma das razões mais desproporcionais entre treinamento e salário é aquela do pesquisador acadêmico.

Um programa de doutorado, incluindo uma dissertação, é pré-requisito básico para o emprego, e pode durar de seis a oito anos. Adicione a isso os vários anos na fase de pós-doutorado, necessários para que se qualifique para uma tão desejada posição fixa.

Durante a fase do pós-doutorado, é provável que o cientista deva assumir o cargo de instrutor, administrar um laboratório com experimentos que requerem atenção a todo momento, publicar os resultados da pesquisa e escrever pedidos de financiamento - por um salário que pode não exceder US$ 43.000 anuais [para termos de comparação, um engenheiro recém-formado pode receber até $70.000 anuais em seu primeiro emprego].

'A duração da carreira de um pós-doutorando dobrou nos últimos dez anos', afirma Phil Gardner, diretor do Instituto de Pesquisas sobre Emprego Universitário. 'Está-se levando cada vez mais tempo para se chegar lá. Não se pode começar uma família. É realmente difícil.'

E a situação se torna anda mais difícil pelo fato de que, em muitas disciplinas, há muito mais candidatos que posições fixas.

Então, para aqueles que completaram seus MBAs em dois anos e conseguiram empregos com salários de seis dígitos logo após a formatura, seus empregos podem ser duros, mas não tão duros quanto se possa imaginar."

(Detalhe: o autor do artigo se equivocou, ao afirmar numa versão inicial que o doutorado levava de quatro a seis anos. Como eu disse no título, só mesmo gostando muito da coisa...)

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