
O tráfego na região de Los Angeles é algo impressionante. Para aqueles que reclamam dos congestionamentos no Rio de Janeiro, podem ficar calmos, pois existem lugares piores. Ok, talvez os motoristas não sejam tão agressivos, mas há muitos, mas muitos carros. Você pode estar chegando de uma longa viagem, e talvez veja o trânsito em todas as cinco pistas da estrada absolutamente imóvel - às 11:30 da noite de um domingo!!
E você não precisa de um diploma em engenharia de trânsito para entender porque isso acontece. Um carro é necessário para qualquer coisa que se deseje fazer. A não ser que você seja um ciclista profissional, as estradas que ligam as diversas áreas são o único caminho, e essas estradas passam todas pelas regiões centrais de cada cidade satélite. Sem contar, claro, o centro da cidade de Los Angeles propriamente dita.
Adicione a isso um ingrediente extra: cada pessoa dirige, sozinha, seu próprio carro. A gasolina é barata, o que favorece menores preocupações com rodízios e possibilita a existência dos mostrengos bebedores de gasolina também conhecidos como SUVs - Sport Utility Vehicles. Um Jeep Grand Cherokee entre o resto dos SUVs é como um fusquinha numa exibição de automóveis para executivos milionários. E, claro, cada monstrengo com seu único passageiro/motorista. Existe até uma pista exclusivamente para veículos com duas ou mais pessoas, sempre mais vazia que as outras quatro.
E o transporte público, vocês perguntam? Bom, ele até existe. Uma vez, eu tomei o metrô de volta do aeroporto até em casa. Em um trajeto que pode ser feito em meia hora em um carro, levei duas e meia, pagando duas vezes mais que o gasto em combustível. O motivo da demora: além de não ser exatamente um trajeto em linha reta, o metrô tem áreas de superfície, onde deve obedecer aos limites de velocidade de áreas residenciais e, pasmem, parar no sinal vermelho...
E os pedestres, vocês perguntam? E eu respondo, que pedestres? Poucas são os bravos que se atrevem a caminhar. E quando o fazem, sofrem de irritação crônica, diz a voz da experiência que vos fala. Pois existem aqueles botoezinhos nos cruzamentos. Mas o botões não modificam o tempo de cada sinal, mas apenas permitem que surja o tão esperado bonequinho verde do outro lado da rua. Ou seja, se o sinal da rua que você quer atravessar acabou de ficar vermelho e você não apertou o maldito botão, aperte e espere até ficar verde e depois vermelho de novo, quando você então poderá atravessar. O preco de desobedecer os sinais de trânsito? 170 dólares!!!
3 comentários:
Realmente, aqui o trânsito é uma loucura! :-P
Beijos, Mari!!!
PS-O Thiago e a Karín são os melhores hosts que eu já vi!
COCs (Car Oriented Cities) suck. And if that sounds awful, I doubt that it might look any better. As for jay-walking, I'm a natural. As I'd be a natural Michael Douglas in "Falling Down" if I lived there. Now I understand the character... :P
Big Jim, cada vez eu fico mais feliz por nunca ter pisado aí. Tô há dois anos empurrando com a barriga a prova TEÓRICA da auto-escola, pra você ver como eu amo dirigir. Só vou fazer no primeiro semestre de 2006 pra não perder os cento e vinte paus que gastei no Duda (lembra desse documento?) em 3/7/03 (data em que o Ramiro entrou na BR).
Mas por essa do metrô eu não esperava. Só teve uma vez em que eu fiquei nele duas horas pra fazer o percurso cujo padrão é de 40 minutos: dia do show do Lenny Kravitz na Praia de Copacabana, segunda à noite, acho que no mês de junho desse ano. O pior é que segundo me disseram, não tinha nenhum engarrafamento lá fora, e eu crente que ia morar no ônibus se assim fosse pra casa).
Ah, e os Rolling Stones tocam na mesma praia na sexta 18/2. Já tô matutando quem poderia me dar guarida na Zona Norte nesse dia... :D
Car-oriented. Sorry for that. Hifen's up.
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